domingo, 22 de junho de 2014

Escolha o tempero ideal

Dê mais sabor aos seus pratos adicionando ervas aromáticas durante o preparo. E garanta o sucesso da suas receitas!

Alecrim, manjericão, sálvia, salsa, orégano, erva-doce, cravo, canela e outros temperos são obrigatórios em todas as cozinhas. O uso dos temperos varia de acordo com a origem da família e os gostos pessoais, mas o futuro de qualquer prato depende da adição deles em quantidade adequada.

Selecionamos os condimentos mais utilizados em território nacional, ressaltando a origem e suas principais características.

Açafrão
O açafrão, um pó de cor preta ou avermelhada, é extraído dos estigmas de flores de uma variedade de Crocus sativus, é utilizado desde a antiguidade como especiaria, principalmente na culinária mediterrânica normalmente em risotos, caldos e massas. Na Espanha, é item essencial à paella. Usado há séculos em molhos, arroz e aves.

Alecrim
Originária do mediterrâneo, o alecrim cresce em solos rochosos, geralmente perto do mar. É uma planta que cresce forte e robusta, possui folhas pontiagudas verde-escuras e, em tempos de florescência ganha miniflores brancas, azuis ou lilás. De sabor pungente e dominante, é uma erva que tempera em carnes (porco, cordeiro e caças), aves em geral, sopas e cozidos. Apesar da clássica mistura de alecrim seco com tomilho e outras ervas mediterrâneas, o ideal é que seja utilizado sozinho para não roubar o sabor das demais. Sua combinação com carnes grelhadas e assadas com batatas é perfeita.

Coentro
O coentro é natural do sul da Europa e da região mediterrânea, apesar de ter sido cultivado no Egito Antigo para fins culinários e medicinais. Suas sementes eram usadas como especiarias desde tempos remotos e atualmente o coentro é utilizado em larga escala na Europa. Na culinária brasileira também faz muito sucesso, principalmente nas regiões Norte e Nordeste para aromatizar peixes, frutos do mar, carnes brancas, legumes e preparação à base de ovos. Quando comprar as folhas de coentro, prefira as mais frescas de cor verde vivo, sem manchas.

Hortelã
Utilizada em temperos, chás e em algumas bebidas alcoólicas, combina com tomate, pepino, iogurte e abobrinha. É largamente utilizada fresca ou seca na culinária árabe, que a consome misturada com coalhada seca e azeite, em pratos quentes e como ingrediente em chás quentes ou gelados. Na Índia, suas folhas frescas são utilizadas em chutneys para acompanhar os curries (ensopados). Combina muito bem com cuscuz marroquino e na forma de geléia é o par clássico com carne de cordeiro. No preparo de drinques tem efeito refrescante como é o caso do famoso Mojito, de origem cubana, que foi imortalizado pelo escritor Ernest Heminguay, que sorvia vários em um de seus bares favoritos: o La Bodeguita, em Havana.

Manjericão
De folhas verdes, de tamanhos variados, com pequenas flores brancas, o manjericão está entre as ervas mais sensíveis e tem um aroma inconfundível. Originário da Índia, é plantado em diversas partes do mundo, o que lhe confere certa diversidade de aroma e de sabor. Como o seu óleo essencial é muito volátil e evapora rapidamente quando submetido ao calor, a erva fresca só deve ser adicionada ao final das preparações depois de terminado o cozimento ou em pratos frios para sofrer danos. Muitos dos usos do manjericão se devem à culinária italiana, talvez por causa da sua afinidade com o tomate, que faz com que ele torne saborosos pratos frescos, mas também é muito utilizado para temperar saladas e sopas, assim como para decoração de pratos.

O ingrediente fresco ganha enorme destaque no famoso molho pesto genovês. Esse molho para massas é feito com grandes quantidades de folhas de manjericão, pinolis (ou nozes), óleo de oliva e queijo perfumado, que tanto pode ser servido com espaguete ou gnochi, dar um toque perfumado em sopas ou condimentar torradas.

Noz Moscada
É oriunda da Indonésia e faz parte daquele grupo de especiarias que motivaram os portugueses a chegar à Índia por mar. De aroma agradável, seu sabor é levemente adocicado, tem sido utilizada ao longo dos tempos em culinária para apurar o sabor de purês, o peixe e o molho bechamel (branco), cremes doces, biscoitos, entre outros. A noz-moscada deve, de preferência, ser moída no momento em que for usada, pois seu sabor e aroma se perdem facilmente.


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